PROFANA I

“São exatas duas horas para o amanhecer, eu não consigo dormir, mal consigo me aquecer ao redor da lareira, amontoada em cobertas, nesse verão – VERÃO – de Ioverlar. Vivo em Lauren, uma cidade considerada quente para os padrões do norte e nem era para eu estremecer dessa maneira. Estou começando a duvidar da minha sanidade.” – diário de Puma, vigésimo dia sem Ela. “Eu vi os olhos amarelos naquele dia, consigo me lembrar, eram olhos amarelos e reptilianos como os de um demônio. Foram eles quem me cegaram, foram eles.”– diário de Puma, trigésimo segundo dia sem Ela. “Preciso me encontrar com um mago, alguém do clã dos Malari, que possa me dizer o que tenho. Não consigo me aquecer de jeito nenhum, mesmo toda empacotada. Não quero morrer, deuses, por favor.” – diário de Puma, trigésimo nono dia sem Ela. “As flores são tão bonitas no outono... Eu lembro delas quando sinto o cheiro de seu pescoço branquinho. Como um ser consegue me deixar nessa sensação de flutuar todas as horas do dia? Nem consigo raciocinar direito. Só sei que a amo... A amo intensamente.” – diário de Puma, dois dias depois da partida Dela do quarto. Quando se chega em um bordel com uma missão de Estado para cumprir, um assassino para prender, a vida de muitos para salvar, a última coisa que se espera perder é a sanidade. A paixão levou Puma ao cargo de general, o Fogo, sua razão.

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SANTINORMUR VII

Por que nunca ouviu falar desse rio, por quê? Não recordava ter lido a respeito, ouvido algum boato, ou similar. Nada a fundo. Lindo demais, simplesmente incrível, a despertava a sensação de completo, como quem, finalmente, despertou de um pesadelo. Precisava o sentir, o tocar. — Nunca desista, Kah... A voz de sua mãe ecoou perto de seus ouvidos e ela estremeceu. Era o fim, tinha chegado finalmente e não hesitou quando a água morna a tocou a superfície dos pés, a beijando intimamente, levando-a a sensação de completar, de... Inteira, como estivera pensando. Seus músculos respondiam ao toque daquele rio, reagindo ao seu afago quente feito os dedos de um amante. Por que aquela era a única chance.

SANTINORMUR VI

Esgueirou-se por entre a mata, ouvindo os passos longes, mas tão pertos ao mesmo tempo. Com aquela sensação maluca de alguém a caçando, os sentidos altamente apurados, como se o mundo inteiro tivesse a abraçando por completo, inundando seus ouvidos, narizes, olhos e boca. “O que eu sou? O que eu sou de fato?”

SANTINORMUR V

Liberdade? Qual é a sua forma? Como eu chego até você? Preciso de quanto para ser sua aliada? É difícil te viver? - O sopro da vida tocou a face alva de Karen, mas não foi pelas narinas que a jovem respirou, foi... "Sangue".

SANTINORMUR IV

Talvez o desconhecido houvesse de ser mais seguro, o não saber, de alguma forma louca, protege do pior. Pelo menos, naquela situação, desconhecer a teria poupado. Poupado da dor... Poupado do medo... - "Mas eu precisava saber", pensou Karen enquanto tremia, forçando-se a aguentar, tinha de conseguir chegar ao fim.

Você vai morrer amanhã!

Conselho Maroto para o: “Amanhã eu Faço”.

A Taverna

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Passando aqui para dar o papo: pare de procrastinar. Não sabe o que é? Vou dar um tempo para você consultar o dicionário.  Caso você seja um procrastinador, é possível que não vá procurar agora. Talvez amanhã, ou na próxima semana. Quem sabe no próximo mês? Entendeu ou ainda precisa do dicionário? Precisa? Vai lá que eu espero.

A verdade é que todo procrastinador se odeia por ser assim. Não estou falando daquela procrastinada marota como deixar para estudar  no dia anterior à prova (ou no dia mesmo), ou arrumar a casa só horas antes da visita chegar (visita mesmo, não aquela amiga que já sabe o quão zoneada é sua casa). Estou falando de levantar o rabo da cadeira (ou sentar na cadeira, caso você seja um escritor como eu) e fazer o que você precisa fazer para conseguir o que quer/precisa.

Em muitos casos, deixar para amanhã algo…

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SANTINORMUR III

Karen sentiu as pupilas se contraírem, por um segundo esteve na pele de Luna, fora Luna — e como queria ela ser —, pode sentir o cheiro de floresta, o suspense misturado à adrenalina. O medo fora esquecido por hora, estava a experimentos gostos tão exóticos e novos ao seu paladar, que se arrepiava. Levou um susto quando a cena seguiu até o dia o qual fora pega; o nervoso, a frustração... A sensação de perda de cor, como se o sangue inteiro tivesse desaparecido de uma única vez. Qual problema existia em se divertir? Em ser curioso? Assim... Os primeiros beijos de raiva iniciaram sua caminha pelo corpo jovem de Karen. Soube antes de ouvir. “Ela contou”